segunda-feira, 5 de março de 2012

05/11/89 - Fla 2 x 0 Vasco

100 Anos de Futebol do Flamengo: Jogos Inesquecíveis

05/11/1989 - Flamengo 2 x 0 Vasco

"Nestas décadas (1970s e 80s), se aguçou muito a rivalidade entre Flamengo e Vasco. Depois de o Vasco roubar Bebeto do Flamengo, o troco veio com a contratação do zagueiro vascaíno Fernando, que, obviamente, não era uma contratação com o mesmo peso. Os dirigentes dos dois clubes também duelaram para contratar o zagueiro equatoriano Quiñones, destaque de sua seleção na Copa América de 1989. O zagueiro ficou com o Vasco, onde foi campeão brasileiro com o time que, quando montado, foi chamado de SeleVasco. Além de Bebeto e Quiñones, o Vasco também contratou o lateral direito, da seleção brasileira, Luís Carlos Winck, ao Internacional, e o meio-campista Marco Antônio Boiadeiro. Eles se juntaram a uma base que já era forte: tinha o goleiro Acácio (reserva na Copa do Mundo de 1990), o lateral esquerdo Mazinho (campeão da Copa do Mundo de 1994) e os jovens Bismarck, Willian e Sorato.

A rivalidade neste ano produziu um clássico inesquecível para a torcida rubro-negra, na 11ª rodada. O Vasco era o líder invicto do Brasileiro e o Flamengo vinha numa campanha extremamente irregular (duas vitórias, quatro empates e quatro derrotas). Os substitutos de Bebeto não haviam tido sucesso: o que vinha jogando de titular, Nando, estava lesionado. Anunciou-se durante a semana que o titular seria o centroavante da equipe de juniores, um garoto chamado Bujica. O apelido incomum gerou várias piadas durante a semana. Todos esperavam uma goleada do Vasco. Só que aquela tarde de domingo demonstrou claramente porque o futebol é o esporte mais popular do mundo. A prática desportiva na qual é, muitas vezes, comum que um Davi vença um Golias. O Flamengo venceu aquele jogo por 2 a 0, acabando com a invencibilidade do Vasco no campeonato, e com dois gols de Bujica!



Depois do segundo gol, o goleiro Zé Carlos foi provocar Bebeto. Os dois trocaram socos e foram expulsos. Bebeto saiu de campo chorando, passando, a partir desta tarde, a ser provocado pela torcida rubro-negra, que lhe gritava chorão. Um domingo que grandes corações rubro-negros nunca esqueceram". (A NAÇÃO, pgs. 154-155)

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