quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tri-Campeão Carioca 1953-54-55

100 Anos de Futebol do Flamengo: Grandes Conquistas

"Para ser campeão, o Flamengo contratou, em 1953, o técnico paraguaio Fleitas Solich. Em 1949, quatro anos antes, já havia contratado o goleiro titular da seleção paraguaia, Garcia. Antes do campeonato de 1953 também trouxe outro goleiro estrangeiro: o argentino Chamorro. E ainda chegou outro paraguaio, o centroavante goleador Benítez. Assim, foi novamente com quatro estrangeiros no elenco, três paraguaios (Bria continuava no time) e um argentino, e com um no banco como treinador, que o Mengo voltou a ser campeão. O time campeão daquele ano tinha: Garcia, Marinho e Pavão; Dequinha, Servílio e Jordan; Joel, Benítez, Índio, Rubens e Esquerdinha. Ainda eram do elenco: Chamorro, Jadir, Modesto Bria e o jovem Evaristo de Macedo, recém-chegado do Madureira.


Quando chegou à Gávea, Fleitas Solich, o Feiticeiro, acabara de vencer o Campeonato Sul-Americano com o Paraguai, disputado no Peru em março de 1953, no qual venceu o Brasil na final. Em abril, ele foi apresentado como novo técnico do Flamengo (nenhum dos três paraguaios – Garcia, Modesto Bria e Benítez – participou da campanha do título sulamericano com Solich). Logo de cara, o Feiticeiro ganhou o Carioca daquele ano, levando o Flamengo de volta a uma conquista. E não parou de conquistar, vencendo o segundo tri (1953/54/55)". (A NAÇÃO, pgs. 71-72)

"No Carnaval de 1954, estourou nos salões de baile uma marchinha de carnaval que ajuda, em muito, como uma pista, a entender de onde vinha a popularidade do Flamengo. O autor era o Capitão Mengo, um folclórico torcedor rubro-negro, personagem das arquibancadas dos estádios de futebol do Rio daqueles tempos. A letra da marchinha cantava: “Doutor Gilberto, quero o tricampeonato/ Mister Solich, quero ser tricampeão/ 42-43-44, imitando, é uma boa imitação/ Mengo, tu és o maior/ Mengo, tu és do farol/ Ser Flamengo é viver num desacato/ Ser Flamengo como o Capitão.” (A NAÇÃO, pg. 74)

"O time que conquistou o bicampeonato em 1954 tinha Evaristo e Zagallo na equipe titular, com Esquerdinha na reserva e com Índio e Benítez se revezando como centroavante. Este time, à exceção de Benítez que voltou para o Paraguai, e com o argentino Chamorro ganhando a posição do paraguaio Garcia, foi o que conquistou o tri em 1955".

"Em 1955, explodiu mais um craque no Flamengo, ainda que na reserva do time que conquistou o tricampeonato: Dida. Ele foi descoberto em Maceió, durante uma excursão do time de vôlei feminino do Flamengo. Trazido ao Rio de Janeiro, passou na seleção e ingressou no futebol do clube. Despontou quando foi escalado para o lugar de Evaristo na partida decisiva contra o América: 4 a 1 Flamengo – tricampeão carioca, com quatro gols de Dida. Naquele mesmo campeonato ele já havia feito quatro num único jogo, na vitória por 5 a 0 sobre o Canto do Rio. Foram os primeiros sinais de que um grande jogador chegava ao Flamengo. Depois dos outros quatro na finalíssima não restava mais dúvida. Foram dezesseis gols feitos na temporada de 1955 e 24 feitos na de 1956. O clube ganhava um novo ídolo. O jogador que chamou a atenção do garoto Zico, que jogava suas primeiras peladas nas ruas de Quintino, vindo a tornar-se o ídolo do maior ídolo do Flamengo". (A NAÇÃO, pg. 75)

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