sábado, 15 de setembro de 2012

Campeão Brasileiro de 1982

Time de 1982: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Téc: Paulo César Carpegiani 

"O mesmo grupo vitorioso, mesclando raça, técnica e muita vontade de vencer, chegou à final do Campeonato Brasileiro de 1982 em desvantagem frente ao Grêmio. O Flamengo fazia o primeiro jogo da final em casa, no Rio de Janeiro, e depois iria disputar a finalíssima no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Em caso de dois resultados iguais, o Grêmio ainda tinha a vantagem de ser mandante em um terceiro jogo, que também seria jogado em seu estádio. Os gaúchos, campeões nacionais em 1981, pareciam estar muito próximos de faturar o bicampeonato. O time gremista era muito forte, com Leão no gol, o uruguaio Hugo De Leon liderando a defesa, um meio de campo forte – com Batista na contenção – e criativo – com Paulo Isidoro na armação –, e a jovem revelação Renato Gaúcho levando o ataque para frente. Uma equipe fortíssima. Um confronto acirradíssimo. No primeiro jogo, empate por 1 a 1 no Maracanã. No segundo, novo empate, agora sem gols, no Olímpico. As duas equipes foram para o terceiro jogo, também em Porto Alegre. O Flamengo mostrou a força de seu time, muito aguerrido e cheio de talentos. Vitória por 1 a 0, com um gol de Nunes logo aos dez minutos do primeiro tempo. O vermelho e o preto, mais uma vez, tingiam o troféu máximo do futebol nacional.

O clube andava com toda a força. A impressão que se tinha era a de que mesmo se, por um dia, ninguém aparecesse em suas dependências para trabalhar, funcionaria tudo do mesmo jeito. Daria tudo certo. O Flamengo mantinha-se como uma máquina de conquistar títulos.


Foi bicampeão brasileiro em 1982 no primeiro semestre e pentacampeão da Taça Guanabara no segundo. O objetivo do ano, no entanto, escapou: o bicampeonato da Taça Libertadores da América. Como campeão de 1981, o Flamengo estreou direto na segunda fase, e encarou um grupo dificílimo, cujo primeiro colocado estaria na final. O grupo tinha Flamengo, River Plate e Peñarol. O time rubro-negro perdeu por 1 a 0 para o Peñarol em Montevidéu. Em seguida, no entanto, não tomou conhecimento do River Plate, vencendo por 3 a 0 no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, e por 4 a 2 no Maracanã. Estes resultados garantiram-lhe a vantagem do empate no confronto final frente ao Peñarol no Maracanã. Se se classificasse, o Flamengo repetiria a final de 1981 frente ao Cobreloa. A missão parecia estar próxima de ser cumprida. O Maracanã estava absolutamente lotado só de rubro-negros, certos da presença na segunda final de Libertadores consecutiva. Um duro golpe, entretanto, estava por vir no segundo tempo daquela partida, até aonde o jogo se arrastara em um agitado empate sem gols. O time uruguaio fez um gol numa cobrança de falta do brasileiro Jair, ex-jogador do Internacional de 1974 a 1981. A vitória por 1 a 0 pôs o Peñarol na final, frente ao Cobreloa, do Chile, e os uruguaios levantaram o título sul-americano". (A NAÇÃO, pgs. 133-134)

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