sábado, 19 de outubro de 2013

A longa tradição de paraguaios que brilharam com a camisa do Flamengo

Onze jogadores paraguaios vestiram a camisa do Flamengo até 2013. O primeiro foi o cabeça de área Modesto Bria, que jogou no Flamengo de 1943 a 1953, tendo disputado 360 jogos e marcado 8 gols. Depois dele, uma experiência fracassada, o atacante Severo Rivas jogou em 1945, fez só 6 partidas e 1 gol.

O terceiro da lista foi o goleiro Sinforiano Garcia, que jogou pelo Flamengo de 1949 a 1958, fazendo 261 jogos na proteção do arco rubro-negro. Já o centroavante Jorge Benítez jogou no clube de 1952 a 1956, fez 74 gols em 113 jogos, tendo sido o artilheiro rubro-negro da temporada de 1954 com 24 gols.

Já o técnico paraguaio Fleitas Solich, comandou o Flamengo em três oportunidades, de abril de 1953 a junho de 1959, mais de 6 anos, foi o treinador em 390 jogos. Depois, de julho de 1960 a dezembro de 1961 treinou o time em mais 103 jogos. Em sua passagem, entre junho e dezembro de 1971 foram mais 39 jogos. É o segundo treinador que mais treinou o Flamengo na história.

A experiência seguinte não foi um grande sucesso. O zagueiro Carlos Monin, em 1960, jogou 28 jogos, sem gols. Mas dois outros zagueiros paraguaios estão entre os maiores da história rubro-negra: Francisco Reyes fez 194 jogos e 7 gols entre 1967 e 1973. Já Carlos Gamarra, entre 2000 e 2001, fez 30 jogos e 1 gol, depois de brilhar na Copa do Mundo de 1998.

Um outro zagueiro paraguaio esteve no Flamengo um pouco antes de Gamarra e não vingou, Juan Daniel Cáceres jogou só 2 partidas em 1998.

Entre 2005 e 2006 foi a vez do atacante César Ramirez, que jogou 31 jogos e fez 11 gols e ajudou a livrar o Flamengo do rebaixamento em 2005. Em 2008 foi a vez do cabeça de área Diego Gavilán, que jogou só 5 partidas com a camisa do Flamengo.

Em 2012, o 11º jogador paraguaio da lista, o cabeça de área Victor Cáceres.      


"Para 1943, na campanha do bicampeonato, o Flamengo tinha duas baixas em relação à equipe campeã. Deixaram o clube os argentinos Volante e Valido. Eles jogaram o Torneio Relâmpago, no primeiro semestre, mas decidiram aposentar-se antes do Carioca. Para o lugar de Volante, o Flamengo foi buscar outro estrangeiro, o paraguaio Modesto Bria, que vestiu a camisa rubro-negra por dez anos e, mais tarde, ainda foi técnico do time. Foi Bria quem inaugurou a tradição de jogadores paraguaios no clube, encerrando a era Argentina". (A NAÇÃO, pg. 61)

"Para ser campeão, o Flamengo contratou, em 1953, o técnico paraguaio Fleitas Solich. Em 1949, quatro anos antes, já havia contratado o goleiro titular da seleção paraguaia, Garcia. Antes do campeonato de 1953 também trouxe outro goleiro estrangeiro: o argentino Chamorro. E ainda chegou outro paraguaio, o centroavante goleador Benítez. Assim, foi novamente com quatro estrangeiros no elenco, três paraguaios (Bria continuava no time) e um argentino, e com um no banco como treinador, que o Mengo voltou a ser campeão. O time campeão daquele ano tinha: Garcia, Marinho e Pavão; Dequinha, Servílio e Jordan; Joel, Benítez, Índio, Rubens e Esquerdinha. Ainda eram do elenco: Chamorro, Jadir, Modesto Bria e o jovem Evaristo de Macedo, recém-chegado do Madureira. Quando chegou à Gávea, Fleitas Solich, o Feiticeiro, acabara de vencer o Campeonato Sul-Americano com o Paraguai, disputado no Peru em março de 1953, no qual venceu o Brasil na final. Em abril, ele foi apresentado como novo técnico do Flamengo (nenhum dos três paraguaios – Garcia, Modesto Bria e Benítez – participou da campanha do título sulamericano com Solich)". (A NAÇÃO, pgs. 71-72)

Modesto Bria, Garcia, Fleitas Solich e Benítez

"Em 1960, ainda se tentou dar continuidade à tradição, com a contratação do zagueiro paraguaio Monin. Mas este fez uma temporada mediana e voltou ao Paraguai no fim do ano". (A NAÇÃO, pg. 80)

"Mas se o Flamengo não tinha mais estrangeiros no seu elenco em 1959, seguia com um treinador estrangeiro no banco de reservas. Porém, não durou muito, pois antes do Campeonato Carioca daquele ano o paraguaio Fleitas Solich aceitou o convite do Real Madrid para substituir o técnico argentino Luis Carniglia, que dirigia a equipe desde 1957. Solich passou a ser, então, o quarto treinador sul-americano a dirigir o Real Madrid". (A NAÇÃO, pg. 80)

"Em 1967, chegou ao Flamengo o paraguaio Francisco Reyes, contratado ao Olímpia, de Assunção. Ele chegou como cabeça de área, mas sua primeira temporada não foi muito boa. Na verdade, as primeiras, porque depois sofreu contusões e ficou um tempo afastado. Só em 1971, quatro anos depois, ele conseguiu efetivamente tornar-se titular na equipe, e como zagueiro. E foi na zaga que ele entrou para a história do Flamengo. Foi, sem dúvidas, um dos maiores zagueiros da história do clube". (A NAÇÃO, pg. 93)

"A montagem do supertime (em 2000) envolveu transações milionárias em dólares: o zagueiro paraguaio Gamarra, ex-Internacional e Corinthians, contratado ao Atlético de Madrid; o meia Alex, ex-Palmeiras, comprado ao Parma, da Itália; Denilson, ex-São Paulo, comprado ao Bétis, da Espanha; e Edilson, contratado ao Corinthians. Com seu insucesso, o time foi desfeito. Saíram Alex e Denilson. Ainda assim, a equipe que ficou para disputar o Campeonato Carioca de 2001 era extremamente cara para os cofres do clube". (A NAÇÃO, pg. 213)

Reyes e Gamarra

"No Campeonato Brasileiro (de 2005), o Flamengo já estava praticamente rebaixado à Segunda Divisão. O time, então comandado por Celso Roth, passou o campeonato inteiro nas últimas colocações. Daí, o glorioso São Judas Tadeu talvez tenha decidido intervir nas coisas do futebol para valer, pois o que se materializou em campo foi uma daquelas obras do Sobrenatural de Almeida, personagem que Nélson Rodrigues garantia estar sempre presente nos jogos de futebol. Tudo ocorreu a partir do momento em que houve a troca de treinador e contratou-se um novo atacante, voltando à velha tradição de buscar a redenção no futebol sul-americano. Joel Santana assumiu o comando técnico e contratou o atacante paraguaio César Ramirez" (A NAÇÃO, pg. 222).

César Ramirez e Victor Cáceres

No Campeonato Brasileiro de 2013, o lateral-esquerdo titular, João Paulo se machucou na vitória sobre o Bahia, no Maracanã. No mesmo jogo, o outro lateral-esquerdo do elenco, André Santos, que vinha jogando no meio-campo, recebeu o terceiro cartão amarelo. Para o jogo seguinte, contra o Atlético Mineiro, ninguém sabia quem jogaria na posição, pois não havia no elenco mais nenhum jogador com estas características. Foi-se buscar no time de juniores, e eis que quem estava lá era o meia paraguaio Diego Fabián Barreto, contratado no início do ano ao Grêmio. Ele, porém, nunca jogou, no profissional, com a camisa do Flamengo.

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